quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Will & Grace

Ontem eu coloquei por engano no canal 21, ao invés do 22. É o meu hábito, canal 6, depois 21, um pra cima, 26, 30, cinco pra cima, 42, 44, seis pra cima, 54. Se eu acho algo que em interessa em algum desses canais, digamos que no 35, eu vou até o fim da minha rota de canais e depois volto pro 35.

Mas enfim, eu coloquei no 21 ontem as 19:30. E para minha enorme surpresa, estava passando Will & Grace. Tá, mas e daí, é só uma série sobre uma ruiva feia e seu melhor amigo gay. Nada demais pra muita gente. Tudo que é personagem de série tem um amigo gay mesmo, não importa se ele é assumido ou não.

Deixe-me explicar direito. Will & Grace marcou uma fase para mim. Quando eu tinha 11 anos e ligava todo dia a televisão no canal 54 ás 17:00, não era pra ver um programa sobre uma ruiva feia e seu melhor amigo gay. Era pra ver o esplendidamente gay senhor Jack McFarland e sua melhor amiga e tão esplendidamente bêbada quanto ele era gay, Karen Walker.

Eu torrava a paciência a da minha mãe até o limite do possível para ela me dar as temporadas de Will & Grace em DVD de natal. Ganhei a coleção completa do Diário da Princesa porque era muito mais adequado pra uma menina de 11 anos ganhar livros românticos adolescentes do que DVDs de uma série cheia de gays. Poderia me influenciar negativamente (momento risadas histéricas).

Will & Grace foi o inicio do que alguns chamam de A Grande Obsessão Por Homens Gays Da Marina. Esses alguns são a minha mãe. Antes de Will & Grace, eu era perfeitamente feliz no mundo heterossexual no qual eu vivia. Eu lia fics de Harry Potter. Sem Drarry, Nas quais o Harry e a Hermione ficavam juntos no fim e o Ron virava um bêbado. Eu não tinha reação quando dois caras se beijavam na minha frente. Eu não me importava se alguém chegasse e falasse OI EU SOU GAY ADORO PINTOS.

Depois de Will & Grace, não foi bem assim. Eu fiquei mais atenta ao mundo ao meu redor. Ao mundo nem tão heterossexual assim ao meu redor.

Eu passei a assistir Queer Eye For The Straight Guy, passei a idolatrar o Carson, passei a achar casais gays bonitos, passei ser um pouco mais do que eu sou hoje.



xoxo

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Distância

A distância é realmente uma incógnita. Tão boa quando se quer esquecer, tão ruim quando se quer lembrar. Dolorosa, às vezes. Principalmente quando o que quer que seja que esteja longe de você é algo ou alguém que você goste.

Eu posso me dizer uma semi-expert em distância. Morei por praticamente metade da minha vida só com a minha mãe enquanto meu pai trabalhava fora do país. Via ele uma vez a cada três meses. Já fui estudar fora e me ausentei de tudo que eu gostava de fazer, das pessoas com quem eu gostava de estar. Ligava toda a noite pra impedir a minha mãe de se suicidar por saudades. Metade das minhas amizades é virtual. Converso por MSN e não tenho a menor previsão de encontro físico.

Mas essas distâncias que a vida forçou a mim e que eu forcei em mim mesma, são apenas físicas. Quando eu perdia um dente e queria contar pro meu pai, não importava se ele estava no quarto do lado ou na América Central. Eu ia contar pra ele. Quando eu estava na Inglaterra, bom, minha mente continua bem distante, presa num certo quarto da House of Wilson. As minhas amigas da internet chegam a me entender muito mais do que as que eu vejo todos os dias. Eu me sinto mais próxima mentalmente das pessoas quando o espaço físico nos separa.

Mas quando o espaço físico nos junta, o espaço mental me separa do resto. Essa proximidade, esses beijinhos de bom dia todo dia com ois animados, isso me faz querer fugir de qualquer modo, me faz querer que a pessoa suma. A pior parte é ter que fingir que está tudo bem todos os dias, porque hey, eu posso te ver. Não adianta fingir que está tudo bem e mandar um emoticom de lhama verde.

Deus do céu, eu quero distância. Eu preciso de distância. Eu necessito de distância. Talvez isso faça de mim uma pessoa terrível e nojenta, sem habilidades sentimentais e/ou sociais. Mas isso não é nenhuma novidade pra mim. Eu parei de querer ser amiga de todo mundo quando eu tinha 9 anos. Coincidentemente, meu pai se mudou pra América Central quando eu tinha 9 anos.

Eu não se bem o que é que eu queria escrever aqui. Mas eu sei que eu tinha que escrever alguma coisa. Porque essa distância está me matando. A cada segundo que passa, eu me distancio mais e mais de quem eu preciso, eu me fecho num mundo de idealismos e besteiras. Eu gosto dos meus idealismos e das minhas besteiras. Mas sabe do que mais que eu gosto? De estar próxima o suficiente da realidade pra saber o quanto eu posso me distanciar sem cair num precipício e morrer.



xoxo

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Verdades

Todo mundo precisa ouvir umas verdades. Ninguém quer ouvir umas verdades. Eu sei que eu preciso ouvir umas verdades. Eu sei que eu não quero ouvir umas verdades. E eu sei que estou morrendo de vontade da falar umas verdades pra algumas pessoas.

Sim, dá pra perceber que você é uma bicha a quilômetros de distancia. Você é uma vadia. Todo mundo te odeia e finge que é seu amigo pra rir de você. Você é gorda. Você beija mal. Não, você não fica bem de calça apertada. Tira essa porra de bigode. Você é enrustido e detestável. Sua voz irrita qualquer ser vivo em um raio de 15 metros. Você é um travesti. Você fede. Se cachorro morreu e todo mundo riu. Não, eu não vou ficar com você não importa o quanto você peça.

Eu preciso dizer isso e muito mais pra muita gente. Mas eu sei que se falar essas coisas vou perder pessoas que eu gosto, que eu gostava, que eu posso vir a gostar. Que gostam de mim, que gostavam de mim, que podem vir a gostar de mim. Aquelas que eu tenho que manter uma relação cordial de troca de favores. Então vou continuar falando que eu não gosto de você com tom de brincadeira e sendo grossa em todas as oportunidades que eu tiver. Porque hey! Essa é a Marina né? Ela é mal educada e fala as coisas brincando, nunca leve a sério o que ela diz. Mas adivinha. É sério.



xoxo

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ingra

A Ingra mandou eu vir aqui escrever algo sobre ela. Então vou fazer isso dirito.

Ingrinha, você é uma menina muito especial pra mim, te adoro ok miga? Você pode sempre contar comigo assim como eu espero sempre poder cntar com você.
Você é uma garotinha muito legal e inteligente, assim como seu nome pode indicar.

Inteligente
Nerd (kkkkk)
Gente fina
Respeitável
Adora azul paint

Bom é isso ai amiga, te adoro ok! Sempre conta comigo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Minha coisa

Esse fim de semana foi provavelmente o único das férias que eu fiz alguma coisa. E não alguma coisa do tipo fui no shopping e tomei um starbucks, ou algo igualmente normal. Não, esse fim de semana eu fui, sábado numa balada e domingo na Corpos. E cara, foi um fim de semana muito bom.

Mas eu não posso negar uma coisa. E é uma coisa um tanto o quanto excêntrica e nada ‘adolescente de 16 anos’. A minha parte não favorita do fim de semana não foi ir na badala, dançar, conversar mal por causa do barulho ensurdecedor da musica e otras cositas más; que definitivamente não valem a pena ser comentadas aqui. O fato é que eu estava desconfortável lá. Não era a minha coisa.

Não, a minha coisa, a minha parte preferida do meu fim de semana foi o domingo, ir numa exposição de corpos humanos embalsamados, ver os ossos, os músculos, os tendões, os nervos, as veias e as artérias, fetos conservados, cortes de cérebro normal e cérebro com AVC, pulmão normal e pulmão fumante, sistemas reprodutores feminino e masculino (não consegui achar a próstata, isso me desanimou por aproximadamente 3 segundos), e minha parte favorita pessoal, os tumores. Tumores benignos que causam cólicas e tumores malignos que bom, são cânceres. Câncer de mama, câncer de próstata, câncer do colo do útero, câncer no fígado, câncer de sei lá eu o que.

Talvez isso não faça muito sentido pra maioria das pessoas que estejam lendo isso agora. Mas talvez isso faça sentido pra mim. Talvez faça sentido pra elas daqui a vinte anos. Ou não. Talvez eu não esteja dentro do padrão atual. Talvez eu seja um pouco mais nerd do que eu imaginava. Talvez eu seja um pouco mais médica do que eu imaginava. Talvez eu tenha realmente nascido pra fazer o que eu faço. Ficar em casa sábado a noite após sábado a noite lendo, ouvindo música, assistindo TV e conversando no MSN com as pessoas que também ficam sábado a noite após sábado a noite em casa.


Desculpa, menti. Eu não faço essas coisas de sábado a noite. Eu faço essas coisas todos os dias menos sábado a noite. De sábado a noite eu saio pra comer pizza com os meus pais. E até fazendo isso eu me sinto mais a vontade do que numa balada.



xoxo

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Limbo

As férias pra mim são como o limbo. Eu não faço nada, não aprendo anda, me divirto pouco, só fico esperando as aulas começarem de novo. As possibilidades são infinitas quando se está de férias, mas para mim são sempre nulas. Mesmo que eu viaje, uma hora eu vou ter que voltar pra casa e ‘descansar’. Descansar do que, meu deus? Eu não faço porcaria nenhuma da minha vida, não trabalho, mal estudo. Descansar de acordar cedo e ver gente que eu gosto e rir um pouco todo dia? Grande descanso, esse o meu. Ficar trancada em casa na frente do computador vendo filme atrás de filme e lendo fics ruins que só leio porque não tenho nada melhor pra fazer.

E quanto menos se faz; menos se quer fazer. Eu estou com esse texto pronto na minha mente há umas duas semanas. Só hoje criei coragem pra digitar algo. A mesma coisa vale pras minhas fics que estão em hiato criativo, as minhas listas de geometria, química, álgebra, trigonometria, literatura I e II, os livros que eu deveria ter lido (por milagre terminei O Cortiço e Dom Casmurro, agora só falta Memórias De Um Sargento De Milícias, que nem comecei), os resumos que deveria ter lido (só li Incidente Em Antares, o que eu faço?), as bagunças que deveria ter arrumado, os passeios que deveria ter feito, tudo. Eu quero fazer tudo, mas não crio iniciativa para fazer nada. Só posso chegar a uma conclusão.

Me desculpe sociedade, mas preferia estar na escola aprendendo trigonometria.


xoxo